Hoje o projeto #365diasdebrechó completa 155 dias, ja estou quase na metade do caminho e posso dizer que muitas coisas aconteceram e houveram grandes mudanças em mim, na minha forma de ver o consumo.

Para quem esta chegando agora, olá, estou desde o dia 28 de janeiro sem comprar uma roupa nova! Compro em brechós, bazares, faço trocas, e costuro minhas próprias roupas (essa ultima parte, claro, na medida do possível, rs). É verdade! Eu não compro nenhuma roupa nova, às vezes acho que algumas pessoas não acreditam nisso, mas é sério e não é impossível. Tenho tentado ao máximo expor essa experiência aqui na Garimpo, o que não é uma tarefa fácil, visto que tenho um milhão de coisas pra fazer no dia-a-dia, mas na medida do possível vou sempre atualizando os posts, mostrando os looks com peças de brechó e tento também falar das mudanças que esse projeto vem me causando, que são positivas e as vezes até um pouco filosóficas.

Nesse relato de hoje eu queria falar sobre algo que me perguntaram esses dias, a pergunta foi exatamente essa:

“Por que você optou por consumir roupas de brechó ao invés de ficar um ano

sem consumir roupa nenhuma?”

Não precisei pensar muito para responder, sou muito prática em tudo que faço mas penso em muitas possibilidades antes de tomar qualquer atitude, e com esse projeto não foi diferente. Eu não quis ficar um ano sem consumir roupa simplesmente por que não acredito que isso mude alguma coisa efetivamente na minha vida. A proposta era aprender a consumir de uma outra forma e não deixar consumir, entendem!?

Na nossa vida, na rotina dos nossos dias, precisamos sim nos vestir, a sociedade nos exige isso e exige até roupas específicas para cada ocasião. No trabalho uma roupa formal, na faculdade algo confortável, em um festa algo chic, em uma boate uma roupa bonita… Enfim, nós não temos como deixar de consumir roupas, mas podemos deixar de consumir a moda desenfreada e as tendências que surgem a cada semestre, e para isso o consumo de roupas de segunda mão é uma ótima opção.

A partir do momento que criamos a consciência  de que o estilo é algo pessoal nos libertamos 1% do consumo inconsciente. Esse projeto tem feito isso comigo, vem me mostrando cada dia mais que é preciso repensar a forma que consumo, repensar o que faço com as roupas que uso, repensar como me desfaço dessas roupas e o por que me desfaço delas.

Quase que sem querer, com toda essa reflexão percebi que criei uma forma de ciclo de consumo consciente, que tem me feito muito bem, e o meu bolso tem agradecido muito também! Tentei mostrar um pouco como ele funciona, e aproveitei para trazer parte de um texto sobre consumo consciente que encontrei no site do Ministério do Meio Ambiente e que traduz perfeitamente o que penso sobre essa nova forma de pensar o consumo.

consumo consciente

Nesse ciclo represento como tem sido o meu consumo de roupas nesses últimos 6 meses. Compro as roupas de brechó, uso por um bom tempo, depois as vendo no brechó da Garimpo e com o dinheiro volto a comprar em brechós/bazares. É um ciclo fechado, onde não entra uma roupa nova. Supondo que o mundo todo seguisse esse ciclo a produção de roupas diminuiria drasticamente trazendo um enorme beneficio para o meio-ambiente. É claro que essa é apenas uma suposição, o mercado de moda ainda é muito forte e tem um muito domínio sobre o consumidor, mas achei bacana trazer pra cá essa ideia e mostrar o quanto esse projeto tem me feito pensar a respeito de moda, de consumo, de conscientização etc.

Não acho que você ou sua vizinha vão parar de comprar roupas novas amanhã, mas acho que com esse projeto, ou com esse texto talvez você pense um pouquinho mais na hora de fazer suas escolhas, que você diminua a quantidade de peças que leva pra casa, e que cogite a ideia de comprar peças de segunda mão. É uma ideia, é uma forma de repensar seus hábitos e garanto que seu bolso vai agradecer!

Bom, acho importante esse tipo de reflexão e dividi-la com quem acompanha o projeto, espero que tenham gostado e entendido um pouco mais sobre essa forma de consumir moda que escolhi para esse ano.

No mais, beijo grande e até a próxima!

Ana