Tem mais ou menos uns 3 anos que venho me interessando pelo coolhunting. Já li muito sobre o assunto online, e me identifiquei demais com essa profissão, e quando descobri o livro “Coolhunters – caçadores de tendências na moda” eu sabia que precisava lê-lo para entender melhor como algumas coisas funcionam nesse universo. E como tudo que garimpo de bom eu compartilho aqui com vocês, segue uma pequena resenha sobre o livro para matar um pouco da curiosidade de quem se interessa pelo assunto.

O conteúdo

O coolhunter, como o próprio nome já diz, é o caçador de coisas legais, ou caçador de tendências. A profissão desse cara é observar tudo e todos, para a partir da união de uma evidencia aqui e outra lá ele perceber a criação de um possível novo movimento. Seja na moda, na musica ou gastronomia, o caçador de tendências tem que estar atento a tudo.

A resenha de hoje é sobre o livro que tenta explicar um pouco melhor como funciona essa profissão, que é relativamente nova, mas de muita importância nos dias de hoje, onde cada vez mais as pessoas estão sedentas por novidades e as marcas desesperadas para alcançar primeiro a maior fatia de público possível.

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No livro, a autora Marta Domínguez Riezu, que hoje faz parte do observatório de movimentos sociais da Yess! e é colaboradora de diferentes publicações de moda e tendências, nos explica o que é cool ou não, como surge uma tendência e tenta nos ensinar a apurar o olhar para encontrar na simplicidade do cotidiano uma boa ideia que possa ser transformada em nova tendência. Ela explica que esse tipo de informação pode ser encontrada em diversos lugares, como na moda, internet, cinema, cultura pop, etc.

Riezu dividiu o livro em 10 capítulos que ela considera fundamentais para entendermos a profissão, para aprendermos a apurar nosso olhar, para entendermos o que as agências esperam de um coolhunter e fala também sobre o futuro do cool.

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O livro é pautado na experiência da autora e também em afirmações de grandes sociólogos como Gilles Lipovetsky, que em 1944 prognosticou:

“Vivemos tempos hipermodernos; de movimento, de fluidez, de flexibilidade. Uma era em que tudo que é novo é belo.”

Ou seja, estamos sempre esperando por algo novo, alguma nova moda a seguir, algo novo para desejar e são os caçadores de tendências os responsáveis por achar as novidades que estamos sempre tão ávidos para consumir.

O livro é baseado em anos de estudos e de trabalho, o que torna seu conteúdo bem interessante e real. Nos da uma ideia verdadeira de como funciona a profissão, na prática. Além de nos dar diversas referências de empresas, agências e profissionais da área para nos ajudar a entender e estudar melhor o coolhunting.

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O objeto

O livro contém 109 páginas, tem um formato quadrado e grande que admito não é muito confortável para leitura. Porém, por conter muitas imagens faz mais sentido que ele seja assim. Os textos por páginas são bem longos, mas as imagens ajudam a ilustrar bem tudo o que a autora quer dizer com “Observar tudo e todos”. Ela coloca imagens para nos mostrar que qualquer coisa pode servir de referência, e que um coolhunter tem que estar sempre atento aos mínimos detalhes. Uma obra de arte, um objeto de decoração, um adorno, tudo isso pode ser útil para quem caça um novo movimento, uma nova tendência.

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Ela diz ainda que:

“O coolhunter é um especialista em marketing de rua, não de livros…O bom coolhunter se enfia até nos esgotos e circula transversalmente entre idades e estilos.”

No livro ela afirma que normalmente o bom coolhunter não se intitula assim, ele apenas o é. Por aptidão, por facilidade, por ser um curioso observador nato. E que as empresas acabam chegando neles por indicações de terceiros ou redes sociais. Ela explica também, como funciona essa relação entre o coolhunter e as agências, caçar a tendência e encontra-la não é suficiente, é preciso transformar isso em relatórios que possam ser lidos pelas empresas e que tenham a credibilidade necessária para fazer com que elas invistam na nova tendência descoberta.

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A profissão, pelo que entendi após ler o livro, exige além de olhos atentos uma boa dose de experiência na área. Quanto mais você trabalhar seu olhar, melhor você será como um caçador de tendências.

Gostei muito do livro, é bem explicativo e faz a gente compreender melhor a profissão. Confesso que fiquei ainda mais curiosa e interessada sobre o assunto. Pensando nisso procurei até alguns cursos, para ajudar a aprimorar ainda mais os conhecimentos. Um deles foi esse curso de extensão aqui do Senac e o outro esse aqui da IED. Ambos custam uma pequena fortuna, mas acredito que sejam ótimos para quem quer entrar nesse ramo do coolhunting.

Espero que tenham curtido a resenha, para encontrar o livro e lê-lo na íntegra é só clicar aqui e comprar o seu, vai valer a pena, eu garanto.