Definitivamente, o fast fashion cada vez mais vem perdendo espaço para marcas novas criadas a partir do conceito slow, que propõe uma moda mais consciente, justa e preocupada com o desenvolvimento pessoal e social. A consciência na hora de consumir está (ainda bem!) virando tendência e dela surgem várias iniciativas para fortalecer ainda mais esse conceito. A plataforma colaborativa OH K é uma prova disso.

A OH K é uma plataforma colaborativa que reúne marcas e artistas, que vendem seus produtos, e são incentivados a produzir de forma slow e consciente. Para isso, as idealizadoras da plataforma Karen Hofstetter e Lavinia Porto saíram do calendário padrão da moda, que é dividido por coleções de acordo com as estações e criaram uma nova forma de apresentar as coleções por temas anuais.

ohk

Este ano o tema é Naked Lady que traz a discussão sobe os direitos da mulher e o feminismo no Brasil. O objetivo, segundo as idealizadoras, é “…inspirar marcas, artistas e consumidores a refletir sobre o papel da mulher na sociedade a partir de questões de gênero, cor, nudismo, corpo, aceitação, auto-estima, liberdade e igualdade de direitos.”

13150871_877102452435703_1685520629_n

Com um conceito tão forte e expressivo como esse dá vontade de comprar a loja toda. Por lá você encontra, acessórios, roupas, objetos de decor, sapatos e até revistas. São mais de 30 nomes da arte, moda, decoração e lifestyle, tem coisa linda para todos os gostos.

ohk_plataformacolaborativa

Peças que você encontra na OH K

A plataforma tem peças incríveis e um ideal consciente de encher os olhos e o coração de alegria. A parte triste, é que o preço de algumas coisas são bem salgados, ainda mais para meros mortais como eu que fazem parte do proletariado. O slow fashion é bonito e extremamente importante mas na maioria das vezes parece inalcançável para a maioria.

Claro que o valor justo de produção tem que ser respeitado,  mas é preciso também tomar muito cuidado para não transformar a luta por consciência na hora de se vestir em uma etiqueta rentável. Vestir o slow não deve ser só marketing, queremos de FATO viver essa realidade, ter acesso a ela. Só assim tudo isso fará sentido.

Fica a dica pra quem gosta de estar na moda de forma responsável e uma reflexão para que a coisa da consciência faça realmente sentido.

Para conhecer a loja e saber mais dessa ideia clique aqui.

 desafio-beda