Que os americanos consomem muito mais roupas que nós brasileiros, não é nenhuma novidade. O preço baixo oferecido pelas fast fashions de lá, nem se comparam com os daqui isso faz com que eles consumam roupas exageradamente. E se a compra é exagerada o descarte não poderia ser diferente. Eles se desfazem muito de roupas, tanto que os brechós de lá vivem abarrotados e as vezes precisam se negar a receber mais peças por falta de espaço.

Os EUA geram cerca de 11 bilhões de quilos de roupas novas por ano (cerca de 85 por cento do que eventualmente vai para os aterros sanitários). Pra vocês terem noção, em 2012 o  Exército de Salvação da cidade de Nova York recebeu cerca de cinco toneladas por dia de doações de roupas, claro que eles não reclamam do excesso de doações, mas em algumas ocasiões elas precisam ter outro fim que não seja a venda.

brechós dos EUA

Imagem: www.weardonaterecycle.org

Brechós dos EUA abarrotados!

A culpa desse excesso de roupas é das famosas “tendências”. Muitas das roupas encontradas nos brechós nos EUA são de coleções de 1 ou 2 anos atras e em quantidades absurdamente grandes.  Isso passou a acontecer por que as roupas passaram a ficar baratas demais, sendo assim, a maioria da população ainda pensa que comprar algo novo ainda é mais fácil do que mandar reformar peças que já tem no armário.

Por causa desse descarte de roupas em massa, a industria de panos para polir ou do tipo estão em expansão. As vezes, muitas das peças poderiam ter ido para brechós mas como eles não conseguem recebe-las, acabam indo para o triturador para virar estopa. Outra coisa que eles tem feito é vender lotes e mais lotes de roupas para outros países a fim de diminuir a quantidade de lixo têxtil e dar uma nova vida a roupas que ainda tem plenas condições de uso.

brechós dos EUA

Imagem: www.weardonaterecycle.org

O que os americanos estão aprendendo e tentando ensinar por lá, é que as roupas tem seu próprio ciclo de vida e não podem, de forma alguma, ser tratadas como descartáveis. Eles defendem cada vez mais que as pessoas tenham responsabilidade por suas compras e criem uma consciência a respeito do fim que elas terão, para assim não consumir em excesso.

Esse cenário se refere aos Estados Unidos, mas no Brasil as coisas não são muito diferentes. O consumo nas fast fashions ainda são um problema que precisa ser pensado com muita calma. Mesmo que hoje em dia os brechós estejam ganhando o seu espaço e sendo cada vez mais valorizados isso ainda não é o suficiente. Precisamos muito aprender ainda a controlar nossos impulsos e não nos deixar cair na tentação da tendência que vem junto com a próxima estação do ano.

Foto de capa: vancouvereconomic.com

 

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